Ondernemerschap

Projectbeschrijving volgt zsm.


Fairbnb

2018

Miranda Kamp

FairBnB

FairBnB offers an online booking platform for accommodation. What sets them apart from their competition is that they stand for collective ownership, democratic governance, social sustainability and transparency. FairBnB wants to offer; a community-centred alternative that prioritizes people over profit and facilitates authentic, sustainable and intimate travel experiences. We are creating an online platform that allows hosts and guests to connect for meaningful travel and cultural exchange, while minimizing the cost to communities”.

But how can you offer an authentic, sustainable and intimate experience? What role can the FairBnB’s hosts play to ensure that a neighbourhood like Amsterdam Noord sees the benefit of having tourists in the area?

The Urban Leisure and Tourism Lab will conduct a research that will lead to a set of guidelines that will stimulate hosts to offer an authentic, sustainable, intimate and local experience, that will have a positive impact on the neighbourhood of Amsterdam Noord.

To come to these guidelines local experts that know the neighbourhood and its inhabitants will be interviewed. Furthermore, in-depth interviews will be conducted with tourism experts. Workshops will be organised at the Student Conference Sustainable Tourism in Diemen and at the Responsible Travel minor in Haarlem, at which fourth year students can provide input. In addition, a dialog with local inhabitants and entrepreneurs will be organised regarding tourism in Amsterdam Noord and the role that FairBnB.


Inclusive Sail

In de zomer van 2020 is het weer zo ver: SAIL, het grootste maritieme event ter wereld, zal weer in Amsterdam plaatsvinden.

De organisatie rondom de alweer tiende editie van het varend erfgoed is reeds in volle gang. Samen met de organisatoren kijken we naar een wijze van aanpak waarbij het de intentie is het event zo inclusief mogelijk te maken, zowel voor als achter de schermen.

Philippa Collin en Roos Gerritsma gaan, samen met studenten LM en de Sail crew aan de slag.

Hogeschool Inholland is één van de partners voor de Sail Academy, zie ook:

https://www.sail.nl

https://www.sail.nl/over-ons/werken-bij-sail/sail-academy/


Inclusive Placemaking

Op 12 oktober 2018 presenteerden vijf LM projectgroepen uit jaar 2 hun visionaire ontwerpen voor de winkelpleinen Zonneplein en Purmerplein. Twee pleinen waar de huidige diverse groepen Noorderlingen juist wel of juist niet komen: hoe kan dat beter, met andere woorden; kan het inclusiever? De studenten hebben hun plannen gebaseerd op deskresearch, observaties en diverse gesprekken met lokale bewoners en ondernemers.

Marie-Ange de Kort buigt zich komend half jaar verder over deze thematiek. Werkveldpartners zijn woningbouwvereniging Ymere, Stadsherstel en de gebiedsmakelaars van de gemeente Amsterdam.


Artikel Daniel Nunes Goncalves (Portugees)

In augustus 2018 kwam de Braziliaanse reisjournalist Daniel Nunes Goncalves naar Amsterdam om een artikel te schrijven over de drukte vanwege het toerisme in de stad. Hij interviewde diverse personen, van de gemeente tot KLM en ook Roos Gerritsma van Hogeschool Inholland. In het artikel staat ondermeer te lezen over welke bijdrage het Urban Leisure en Tourism Lab wil geven op het gebied van kleinschalige oplossingen. Het interview vond uiteraard plaats in Amsterdam Noord aan de voet van de NDSM kraan.

Complete article:
viagem.estadao.com.br

A Europa reage contra o overturismo

O overturismo e a turismofobia em Amsterdã e outras cidades da Europa têm forçado a indústria do turismo a se reinventar. Incomodados, os anfitriões questionam: vale tudo pelo dinheiro dos visitantes?

“Turistas, vão embora! Vocês não são bem-vindos.” É com bordões pouco amigáveis, pintados em muros ou em faixas durante protestos de rua, que muitos viajantes têm sido recebidos por moradores de algumas das cidades mais legais – e por isso mesmo mais visitadas – do planeta. A hostilidade fez disparar o alarme de atenção nos departamentos de promoção turística, que tinham se acostumado a “vender” seus destinos com imperativos do tipo “Visite Barcelona” ou “Não deixe de ir a Veneza antes de morrer”. Eles ordenaram, a crescente população mundial de turistas obedeceu.

No caso de Barcelona, 30 milhões de convidados se somaram à população de 1,6 milhão em 2017. Em todo o mundo, essa massa crescente de forasteiros inclui a classe média de países populosos, como a China, que passou a ganhar o mundo aproveitando os descontos das companhias aéreas low-cost, os cruzeiros baratos, as locações de imóveis particulares mais econômicos que muitos hotéis. O turismo de massa invadiu o mundo, mas de forma predatória, que não se sustenta. A consequência é que os donos da casa, incomodados com o aumento do barulho, da poluição e dos preços, passaram a enxotar quem vem de fora. Desenvolveram fobia dos turistas.

++ LEIA TAMBÉM: Um guia para desbravar Amsterdã além das multidões

Em 2017, 1,3 bilhão de pessoas fizeram viagens internacionais pelo planeta,  metade delas na Europa, segundo estudo anual divulgado recentemente pela UNWTO, órgão de turismo da ONU. Essa multidão tem contribuído para consolidar o turismo como uma das maiores economias do planeta, responsável por 10% de todos os empregos. Enquanto a média de crescimento do turismo no mundo foi de 6,8% em 2007, na Europa o ritmo foi mais intenso, de 8,4%. Só a Holanda recebeu 17,9 milhões pessoas, que beneficiaram a economia com 12,1 bilhões de euros. Os brasileiros e os indianos foram os que tiveram o aumento mais expressivo de 2016 para 2017: 31%.

Como Amsterdam é o hotspot que atrai a maior parte dos visitantes, especialmente os que viajam pela primeira vez, o NBTC Holland Marketing, órgão de turismo nacional, não divulga mais a capital desde 2014. Além disso, criou uma campanha para estimular a visitação de outras cidades, como Roterdã e Haia.

'A Holanda tem outras cidades interessantes'

“Não queremos tirar visitantes de Amsterdã, mas mostrar que temos outras cidades interessantes”, afirma Elsje van Vuuren, porta-voz do Turismo da Holanda. Ao mesmo tempo, o Turismo da cidade de Amsterdã criou a campanha para divulgar bairros alternativos ao centro do Cinturão dos Canais. “Sabemos que, em geral, são as pessoas que vêm pela segunda vez as que mais aderem aos nossos incentivos para que conheçam outros bairros e cidades”, explica Janine Fluyt, porta-voz do Amsterdam Marketing.

Em vez de estimular o turismo, as novas missões dos órgãos são coordenar, regulamentar, manejar e controlar os fluxos turísticos. Tanto é que, durante 3 meses de 2017, a Amsterdam Marketing testou o protótipo do aplicativo Rijenradar, que atualizava a cada meia hora o tamanho da fila de 10 atrações – estimulando a pessoa a ir a lugares menos procurados. Uma versão definitiva deve ser lançada em breve. Já o cartão de descontos Amsterdam City Card tem sido uma ferramenta importante para mapear as atrações mais visitadas por cada tipo de viajante, de modo a utilizar o Big Data para influenciar, via redes digitais, a mudança desse padrão quando necessário.

O problema é mais complexo do que parece. “A sensação de superpopulação é atribuída aos turistas estrangeiros, mas boa parte das pessoas que se concentram nos centros urbanos são moradores, ainda que estudantes ou profissionais expatriados, que gostam da cidade e vêm morar aqui”, remedia a socióloga urbana Roos Gerritsmado Laboratório de Lazer Urbano e Turismo na Universidade de Inholland, em Amsterdã. “Amsterdã recebe cerca de 10 mil novos moradores por ano. Há também os turistas de um dia, que vêm de outras cidades do país e engordam as estatísticas e a sensação de superlotação”.

Não por acaso o assunto dominou boa parte da mídia holandesa durante a alta temporada do verão. Na capa do jornal De Volkskrant de 10 de agosto, especialistas do mundo todo tentam achar soluções. Dois livros estavam em destaque nas livrarias: o recém-lançado How to be a better tourist (Como ser um turista melhor), do holandês John Idema, e Como evitar outros turistas (howtoavoidothertourists.com), que deu origem ao site homônimo e aos tours que a autora, Nina van der Weiden, oferece por lugares que só os moradores costumam circular.

Mocinhos e vilões

Além dos maus turistas, que não respeitam os locais visitados, outros vilões têm sido apontados. “Poucas formas de turismo são tão destruidoras quanto os cruzeiros”, dispara a jornalista norte-americana Elizabeth Becker, em seu livro Overbooked, que investigou a questão já em 2014. A maior parte dos milhares de passageiros de navios que aportam nas cidades não deixa dinheiro na localidade visitada, mas sim na empresa do cruzeiro.

Acusado de popularizar ainda mais o turismo e de pagar menos impostos que os hotéis, o Airbnb também tem tido suas atividades reguladas. A entidade se defende. “O Airbnb é uma solução para o turismo de massa, ao contrário do que alegam alguns setores”, defende Adriana Lutfi, gerente de comunicação da empresa no Brasil. “Contribuimos para que regiões pouco conhecidas sejam uma opção para descentralizar a presença de turistas nas cidades”. Segundo a empresa, que recentemente criou um departamento para estimular o turismo responsável, o Airbnb corresponde a apenas 7% de todas as chegadas de hóspedes nas 8 cidades mais visitadas do mundo – lista que inclui Barcelona, Veneza e Amsterdam.

Em busca de caminhos, a professora holandesa Roos Gerritsma e seus alunos de turismo estão engajados em um projeto pioneiro idealista no hypado bairro de Amsterdam-Noord: a criação de uma plataforma colaborativa alternativa, o Fairbnb, para alugar imóveis particulares no bairro, com um gerenciamento feito em parceria com a cidade e sem qualquer fim lucrativo. O objetivo é que o projeto seja realizado concomitantemente na cidade de Veneza. “É preciso olhar com 40 anos de antecipação para evitar que a degradação aconteça em outros destinos”, diz ela.

Uma das maiores autoridades do assunto, o antropólogo italiano Claudio Milano, professor de turismo sustentável da Universidade Ostelea de Barcelona, ressalta que o momento é importante para repensar a forma como o turismo tem se desenvolvido no mundo. “Overturismo é uma responsabilidade compartilhada: os administradores das cidades e os gerenciadores dos destinos têm que perceber que há limites para o crescimento”, afirma. A solução é viajar de forma consciente, tentando evitar os grandes grupos para provocar menos impacto, exercitando a empatia de se colocar no lugar do anfitrião e respeitando cada cultura.