Fairbnb: Turning the influx of tourists into a (more) sustainable presence - Roos Gerritsma, Miranda Kamp, Sito Veracruz

Bron: Our City? Countering exclusion in public space  – STIPO publishing | A placemaking Europe publication


In Noord zijn ze nog blij met toeristen

Klik hier voor het artikel.
Auteur: NRC – journalist Mirjam Remie
Jaar: 26 juni 2015


Van Slow Toerisme naar Bewust-willen-leven-toerisme: Column Roos Gerritsma

Klik hier voor het artikel.
Platform: Tracey Metz & Stadsleven – live talkshow en webmagazine over leven in steden
Jaar: 2014


Next level toerisme concepten door onderwijs & onderzoek

Klik hier voor het artikel: ‘Studenten Inholland pionieren met next-level toerisme voor Amsterdam’
Auteur: onafhankelijk journalist Marlies Pilon
Datum: april 2019


The Inclusive Design Toolbox

We know from our own long-term interest in inclusive leisure & tourism that, despite the best intentions, places and products are often not inclusive by nature but that we need to consciously design them to be so. We also know that places that are designed based on the real human needs of a broad group of people can be incredibly vibrant and attractive and can help build a sense of safety, trust and belonging within cities. We’d like to both share our insights with young creative professionals and keep on learning together with them.

Go to the toolbox: https://inclusive.tourismlab.nl


Urban Leisure & Tourism Lab zet zijn tanden in grote vraagstukken

Auteurs: Hans Ariens en Hogeschool Inholland

Gepubliceerd in: Recreatie & Toerisme – Magazine voor professionals in de gastvrijheidssector

Maart/april 2019 – Editie 01- jaargang 29-nrit.nl


Artikel Daniel Nunes Goncalves (Portugees)

In augustus 2018 kwam de Braziliaanse reisjournalist Daniel Nunes Goncalves naar Amsterdam om een artikel te schrijven over de drukte vanwege het toerisme in de stad. Hij interviewde diverse personen, van de gemeente tot KLM en ook Roos Gerritsma van Hogeschool Inholland. In het artikel staat ondermeer te lezen over welke bijdrage het Urban Leisure en Tourism Lab wil geven op het gebied van kleinschalige oplossingen. Het interview vond uiteraard plaats in Amsterdam Noord aan de voet van de NDSM kraan.

Complete article:
viagem.estadao.com.br

A Europa reage contra o overturismo

O overturismo e a turismofobia em Amsterdã e outras cidades da Europa têm forçado a indústria do turismo a se reinventar. Incomodados, os anfitriões questionam: vale tudo pelo dinheiro dos visitantes?

“Turistas, vão embora! Vocês não são bem-vindos.” É com bordões pouco amigáveis, pintados em muros ou em faixas durante protestos de rua, que muitos viajantes têm sido recebidos por moradores de algumas das cidades mais legais – e por isso mesmo mais visitadas – do planeta. A hostilidade fez disparar o alarme de atenção nos departamentos de promoção turística, que tinham se acostumado a “vender” seus destinos com imperativos do tipo “Visite Barcelona” ou “Não deixe de ir a Veneza antes de morrer”. Eles ordenaram, a crescente população mundial de turistas obedeceu.

No caso de Barcelona, 30 milhões de convidados se somaram à população de 1,6 milhão em 2017. Em todo o mundo, essa massa crescente de forasteiros inclui a classe média de países populosos, como a China, que passou a ganhar o mundo aproveitando os descontos das companhias aéreas low-cost, os cruzeiros baratos, as locações de imóveis particulares mais econômicos que muitos hotéis. O turismo de massa invadiu o mundo, mas de forma predatória, que não se sustenta. A consequência é que os donos da casa, incomodados com o aumento do barulho, da poluição e dos preços, passaram a enxotar quem vem de fora. Desenvolveram fobia dos turistas.

++ LEIA TAMBÉM: Um guia para desbravar Amsterdã além das multidões

Em 2017, 1,3 bilhão de pessoas fizeram viagens internacionais pelo planeta,  metade delas na Europa, segundo estudo anual divulgado recentemente pela UNWTO, órgão de turismo da ONU. Essa multidão tem contribuído para consolidar o turismo como uma das maiores economias do planeta, responsável por 10% de todos os empregos. Enquanto a média de crescimento do turismo no mundo foi de 6,8% em 2007, na Europa o ritmo foi mais intenso, de 8,4%. Só a Holanda recebeu 17,9 milhões pessoas, que beneficiaram a economia com 12,1 bilhões de euros. Os brasileiros e os indianos foram os que tiveram o aumento mais expressivo de 2016 para 2017: 31%.

Como Amsterdam é o hotspot que atrai a maior parte dos visitantes, especialmente os que viajam pela primeira vez, o NBTC Holland Marketing, órgão de turismo nacional, não divulga mais a capital desde 2014. Além disso, criou uma campanha para estimular a visitação de outras cidades, como Roterdã e Haia.

'A Holanda tem outras cidades interessantes'

“Não queremos tirar visitantes de Amsterdã, mas mostrar que temos outras cidades interessantes”, afirma Elsje van Vuuren, porta-voz do Turismo da Holanda. Ao mesmo tempo, o Turismo da cidade de Amsterdã criou a campanha para divulgar bairros alternativos ao centro do Cinturão dos Canais. “Sabemos que, em geral, são as pessoas que vêm pela segunda vez as que mais aderem aos nossos incentivos para que conheçam outros bairros e cidades”, explica Janine Fluyt, porta-voz do Amsterdam Marketing.

Em vez de estimular o turismo, as novas missões dos órgãos são coordenar, regulamentar, manejar e controlar os fluxos turísticos. Tanto é que, durante 3 meses de 2017, a Amsterdam Marketing testou o protótipo do aplicativo Rijenradar, que atualizava a cada meia hora o tamanho da fila de 10 atrações – estimulando a pessoa a ir a lugares menos procurados. Uma versão definitiva deve ser lançada em breve. Já o cartão de descontos Amsterdam City Card tem sido uma ferramenta importante para mapear as atrações mais visitadas por cada tipo de viajante, de modo a utilizar o Big Data para influenciar, via redes digitais, a mudança desse padrão quando necessário.

O problema é mais complexo do que parece. “A sensação de superpopulação é atribuída aos turistas estrangeiros, mas boa parte das pessoas que se concentram nos centros urbanos são moradores, ainda que estudantes ou profissionais expatriados, que gostam da cidade e vêm morar aqui”, remedia a socióloga urbana Roos Gerritsmado Laboratório de Lazer Urbano e Turismo na Universidade de Inholland, em Amsterdã. “Amsterdã recebe cerca de 10 mil novos moradores por ano. Há também os turistas de um dia, que vêm de outras cidades do país e engordam as estatísticas e a sensação de superlotação”.

Não por acaso o assunto dominou boa parte da mídia holandesa durante a alta temporada do verão. Na capa do jornal De Volkskrant de 10 de agosto, especialistas do mundo todo tentam achar soluções. Dois livros estavam em destaque nas livrarias: o recém-lançado How to be a better tourist (Como ser um turista melhor), do holandês John Idema, e Como evitar outros turistas (howtoavoidothertourists.com), que deu origem ao site homônimo e aos tours que a autora, Nina van der Weiden, oferece por lugares que só os moradores costumam circular.

Mocinhos e vilões

Além dos maus turistas, que não respeitam os locais visitados, outros vilões têm sido apontados. “Poucas formas de turismo são tão destruidoras quanto os cruzeiros”, dispara a jornalista norte-americana Elizabeth Becker, em seu livro Overbooked, que investigou a questão já em 2014. A maior parte dos milhares de passageiros de navios que aportam nas cidades não deixa dinheiro na localidade visitada, mas sim na empresa do cruzeiro.

Acusado de popularizar ainda mais o turismo e de pagar menos impostos que os hotéis, o Airbnb também tem tido suas atividades reguladas. A entidade se defende. “O Airbnb é uma solução para o turismo de massa, ao contrário do que alegam alguns setores”, defende Adriana Lutfi, gerente de comunicação da empresa no Brasil. “Contribuimos para que regiões pouco conhecidas sejam uma opção para descentralizar a presença de turistas nas cidades”. Segundo a empresa, que recentemente criou um departamento para estimular o turismo responsável, o Airbnb corresponde a apenas 7% de todas as chegadas de hóspedes nas 8 cidades mais visitadas do mundo – lista que inclui Barcelona, Veneza e Amsterdam.

Em busca de caminhos, a professora holandesa Roos Gerritsma e seus alunos de turismo estão engajados em um projeto pioneiro idealista no hypado bairro de Amsterdam-Noord: a criação de uma plataforma colaborativa alternativa, o Fairbnb, para alugar imóveis particulares no bairro, com um gerenciamento feito em parceria com a cidade e sem qualquer fim lucrativo. O objetivo é que o projeto seja realizado concomitantemente na cidade de Veneza. “É preciso olhar com 40 anos de antecipação para evitar que a degradação aconteça em outros destinos”, diz ela.

Uma das maiores autoridades do assunto, o antropólogo italiano Claudio Milano, professor de turismo sustentável da Universidade Ostelea de Barcelona, ressalta que o momento é importante para repensar a forma como o turismo tem se desenvolvido no mundo. “Overturismo é uma responsabilidade compartilhada: os administradores das cidades e os gerenciadores dos destinos têm que perceber que há limites para o crescimento”, afirma. A solução é viajar de forma consciente, tentando evitar os grandes grupos para provocar menos impacto, exercitando a empatia de se colocar no lugar do anfitrião e respeitando cada cultura.


AMSTERDAM RESIDENTS AND THEIR ATTITUDE TOWARDS TOURISTS AND TOURISM 2017

Roos GERRITSMA1, Jacques VORK2

Research Group of Creative Business, Hogeschool Inholland Amsterdam|Diemen, Inholland University of Applied Sciences, Wildenborch 6, 1110 AG Diemen, Netherlands E-mails: 1roos.gerritsma@inholland.nl; 2jacques.vork@inholland.nl

Received 2 February 2017; accepted 12 April 2017

In Amsterdam, the phenomenon of overcrowding is increasing, and tourism is one of the causes. Both the pub- lic debate and the municipal authorities are pointing to an increasing need for more expertise and knowledge regarding ways of achieving a healthy balance for various stakeholders. This article focuses on the stakeholder role of city residents and discusses their attitudes to tourists and tourism-related developments in their own neighbourhood and in the rest of the city. The term “attitude” can be divided into three components: feeling, behaviour and thinking. The results of this study are based on both quantitative and qualitative fieldwork (surveys and semi-structured interviews) and on desk research. It can be concluded that, for the most part, residents have a positive attitude to tourists and tourism. Differences in attitude are mostly determined by the city district where respondents live and by personal feelings and thinking. Follow-up research in the coming years will examine the complexity of the issue of overcrowding in more depth.

Keywords: behaviour, feelings, overcrowdedness, thinking, urban tourism.

Introduction

Amsterdam is growing, in terms of popula- tion, businesses and visitors. In 2014, the total number of hotel stays amounted to 12.5 million, compared with fewer than 8 million in 2000 (O+S het Amsterdamse Bureau voor Onderzoek en Statistiek 2002). The record year 2014 showed a rise of 11.3% in hotel stays as compared to 2013, and in 2015 the increase continued (+3.6% over the first eight months) (toeristischebarometer 2014–2015). Amsterdam

has long been among the top 10 most visited cit- ies in Europe. However, to the users of the city these “record figures” are something of a mixed blessing, as evidenced by the growing number of complaints, protests and reader’s letters in the Amsterdam daily newspaper Het Parool and social media channels such as Facebook and Twitter (for example, on the page of Vereniging Vrienden van de Amsterdamse Binnenstad (Association of Friends of the City Centre) and the Pretpark Amsterdam (Amsterdam Theme Park) account). The limited space in the city is

leading to increasing pressure and competition between the various groups of users.

In 2008, the City Marketing and Leisure Management research group at Inholland University of Applied Sciences decided to in- vestigate the perspective of residents towards tourists and tourism in their hometown in more detail; this research was mostly based on Roos Gerritsma’s Master’s thesis dating from 1999. In 2015, second-year Leisure Management1 students, in collaboration with the research group, repeated this study among Amsterdam residents. The theme of this new study is com- parable to that of the 1999 and 2008 versions, supplemented with questions about home- rental platforms such as Airbnb.Inc and more specific questions about particular locations and times during the week.

The introduction section of this article contains a description of the context to exam- ine the issue of overcrowding in Amsterdam in more depth. This is followed by the theo- retical framework, its operationalisation and the research methods. Then the results of the 2015 study are set out and, where relevant, compared to the results from 1999 and 2008. The article then presents the conclusions and a discussion.